A vida é algo no mínimo interessante, quando falamos da vida humana a questão se torna um pouco mais complexa e de interessante passa a ser algo espetacular, caso olhe na nossa história verá que desde muito cedo procuramos nos diferenciar uns dos outros, seja por um adorno que somente pode ser usado por um nobre, ou um título que só semi-deuses podem possuir, na fundo e na prática, ambos são só meios de nos diferenciar talvez até algo que servia/serve pra nos livrar de um abismo niilista onde tudo pode ser considerado comum, normal, legal, indiferente.
No entanto quanto as coisas de vida temos algumas são extremamente pessoais onde alguns se sentem ofendidos casos essas questões sejam confrontadas ou questionadas, como esse tipo de coisa não cabe aqui, seria bom dar uma olhada na vida enquanto fenômeno e apenas isso.
A origem da vida em quanto fenômeno tem sua origem atribuída um período entre 1 ~ 2 bilhões a partir da formação da terra, em algo chamado pelos geólogos de período
pré-cambriano que terminou a cerca de 540 Milhões de anos atrás quando animais complexos já eram abundantes. já o nosso
planeta tem sua origem datada a algo em torno de 4,5 Bilhões de anos, o retrocesso de fazer alguma pergunta sempre que outra é respondida , sempre fazendo questões do tipo “e antes disso o que veio?” , levariam talvez anos para serem respondidas, levaria o tempo de pesquisa que talvez nenhum do nós humanos tenha por isso se queremos entender a origem de tudo devemos retornar ao marco zero, tido como marco zero pois é o máximo que conseguiremos retroceder, até poderíamos tentar levar a questão para “e antes disso” , o que nos faria retornar as questões que como já dito não cabem aqui. mas como existe um ponto que é o limite do nosso conhecimento vamos começar a partir dele, o chamado Big Bang, você pode ta se perguntando “o que esse manolo tem a falar do big bang” e eu responderia ” tem razão” , existem pessoas que são centenas de vezes melhor gabaritadas do que eu para falar sobre isso, como por exemplo o Dr. Lawrence Krauss (como pode ser visto
aqui) , mas o retorno ao
Big bang é importante pois ele marca o nascimento da coisa mais crucial para a nossa existência, o nascimento disto é atribuído aos instantes pós big bang, o elemento mais abundante do universo o
HIDROGÊNIO .
O Hidrogênio se agrupa, ganha massa, com a massa vem o poder da gravidade, e quando existe bastante hidrogênio e uma imensa gravidade, nasce algo que chamamos de Estrela, estrelas são , de forma resumida,
grandes esferas de gás basicamente compostas de hidrogênio, O hidrogênio filho do big bang, pense um pouco na nossa estrela mais próxima, o sol, ele fornece nos fornece a energia que é necessária para que possamos existir, Sabe como ele produz tanta energia? Fundindo átomos de hidrogênio(transformando-os assim em hélio), além disso foi somente graças a sua gravidade que foi permitida a amontoação e compactação de matéria necessária para a formação da terra.
Mas porque chamar esse elemento de Senhor de todas as coisas, a questão é simples , pense em átomos… ou melhor pense em qualquer coisa material, pense por exemplo em um carro ou em você mesmo, pense em toda e qualquer forma de vida, algo que tudo no planeta(e no universo palpável ) tem em comum é a presença de átomos pesados em sua composição, no caso do carro tem o ferro(dentre outros eu sei) no nosso caso temos o carbono, o que faz o hidrogênio ser o pai de todas as coisas é o fato que esses átomos pesados só podem ser “forjados” graças as características dessas grande esferas de hidrogênio. É a energia e a gravidade existente numa estrela que transforma átomos “simples e leves” em outros mais pesados e complexos, pouco importa se és um tigre, um homem ou uma flor, tudo e todos são filhos de uma estrela que forjou e espalhou por ai tudo o que é necessário para que hoje possamos coexistir e levar a vida que levamos, de nada importa se seu amigo é rico em
melanina , esqueça se teu vizinho tem um celular de U$ 40.000 , pense em todas as pessoas que você conhece, ama, odeia, em todas que você sequer tem noção da real existência , pense em um chipanzé ou em um pitbull, esqueça todas as “pequenas” características que nos diferencia, no fim somos todos uma coisa só, filhos de uma coisa só, somos filhos de uma bola gigante e gasosa composta de hidrogênio.
Por essa razão é que de todas as coisas fantásticas da vida de tudo que é tão maravilhoso no universo é o Hidrogênio que eu escolho para me representar , assim não só esterei dando forma a algo que me representa, que me identifica em meio aos outros 7 bilhões de seres humanos, em minha mais absoluta essência. como também mostrarei respeito por essa coisa tão fundamental e corriqueiramente esquecida e que talvez seja a única coisa que eu e você temos em comum. (para mais informações sobre a fusão de átomos ler sobre
Fusão Nuclear )
A primeira coisa a ser feita depois de definido o conceito de um logo, é montar a base para sua estrutura, o Hidrogênio consiste de 1 elétron + 1 próton(basicamente, já que sua forma gasosa consiste H2), por essa razão a base de meu logo será um grid derivado de múltiplos de 2 , assim não só a estrutura se manterá coerente com o conceito a ser seguido como também gerará um grid bem versátil para o meu propósito.
Depois de desenhado a ideia em um guardanapo qualquer, e depois de decido o grid a próxima coisa a ser feita é a disposição dos elementos .
nessa fase eu verifico se a disposição dos elementos do logo estão distribuídos de maneira agradável , se eu concordar que sim, então as formas vão ser trocadas pelas formas reais do logotipo.
para realmente aplicar a aparência que desejo os dois elementos menores(o vermelho e o verde) são duplicados e ampliados em 1,5 vez, em seguida são subtraídos do elemento maior(amarelo)
podem observar que operação de ampliação foi feita com um quadrado, isso porque a forma uniforme e reta deste torna mais fácil esse tipo de tarefa.
Depois que as formas e a composição to simbolo foram terminadas , a próxima coisa que deve ser feita é a escolha dos tipos, caso o logo possua é claro, particularmente isso é algo que eu acho muito difícil de fazer , eu tenho uma lista de fontes que gosto de usar e se livrar dessa lista é muito sofrível nessa caso, mas seguindo uma trajetória linear e sem se desapegar aos conceitos as fontes que você pode usar vão se afunilando e no fim resta uma ou duas fonts, na minha escolha eu usei pra limitar a escolha das fontes os seguintes critérios:
- Tem que ser uma alfabeto Opensource
- Sem Serifa
- corpo X alongado na vertical
- “magro”
Licença me garante a liberdade de uso e de modificação caso seja necessária, os outros itens são apenas requisitos para que existe contraste entre o simbolo e a tipografia, a intenção é que os tipos complementem o simbolo e não que eles compitam entre si, porém o tipo não pode ser apático por essa razão as características que usei me trariam na lista de escolha um tipo elegante que casaria bem com o simbolo criado. Sendo assim eu cheguei ao tipo Junction da designer
Caroline Hadilaksono
Escolhida a font , o próximo passo é escolher um boa composição , nessa fase eu encontrei um problema, meu nome é muito grande:
J.O.N.A.T.H.A.S. .R.O.B.E.R.T.O. , são 16 caracteres(contando com o espaço em branco) isso o torna longo demais pra se lê e pra se compor um logo.
A solução para isso foi cortar parte de meu nome, isso é algo bastante comum, por exemplo, o National Geographic Channel hoje se chama NatGeo , a Tv Bandeirantes hoje se chama Band , o grupo proprietário do NatGeo continua se chamando de National Geographic , mas para viés de comunicação a “troca” do nome, no caso a eliminação de alguns caracteres é algo benéfico e prático.
Escolhido a a composição e próximo passo é a escolha das cores, nesse ponto eu resolvi adicionar uma flexibilidade extra a minha marca, pra facilitar as aplicações do logo, eu optei por não limitar a cores, tornando o logo mutante nesse sentido, porém existem algumas limitações a serem seguidas:
- Não usar Efeitos (com exceção de drop shadow)
- usar sempre a mesma cor em todo logo
- No circulo central deve ser sempre de um tom mais escuro
- A tipografia deve ter sempre a mesma Cor do circulo central
- não usar ruídos com opacidade superior a 15%
E quanto a composição, o simbolo deve ter exatamente a mesma altura dos tipos , dito isto o resultado do logotipo é esse:
Mais opções de ultilização, incluindo uma para fundo 100%K
Espero que tenham gostado do post , talvez em breve faça outro abordando questão de ergonomia, mas por hora basta já que o objetivo dessa postagem era apenas mostra o processo de criação de um logo.
Edit: caso tenham curtido as cores, eu usei a Tango Color Pallete